sexta-feira, 29 de junho de 2007

Ter Fé




 

Ter fé é ACEITAR os desígnios de Deus ainda que não os entendamos, ainda que não nos agradem. Se tivéssemos a capacidade de ver o fim desde o princípio tal como Ele vê, então poderíamos compreender por que às vezes nossa vida é conduzida por caminhos estranhos e contrários à nossa razão e aos nossos desejos.

 

Ter fé é DAR quando não temos, quando nós mesmos necessitamos. A fé sempre encontra algo valioso onde aparentemente não existe; pode fazer que brilhe o tesouro da generosidade em meio à pobreza e ao desamparo, enchendo de gratidão ao que recebe e ao que dá.

 

Ter fé é CRER quando é mais fácil ficar na dúvida. Se a chama da confiança em algo melhor se extingue em nós, então não há outro meio que não nos entregarmos ao desânimo. A crença em nossas bondades, possibilidades e talentos, tanto como em nossos semelhantes, é a energia que move a vida fazendo grandes vencedores.

 

Ter fé é GUIAR nossa vida não com os olhos, mas sim com o coração. A razão necessita de muitas evidências para arriscar-se, o coração necessita só de um raio de esperança. As coisas mais belas e grandes que a vida nos dá não se podem ver, nem sequer tocar, só se podem acariciar com o espírito.

 

Ter fé é LEVANTAR-SE quando se está caído. Os revezes e fracassos em qualquer área da vida nos entristecem, porém é mais triste ficarmo-nos lamentando no frio chão da auto-compaixão, acompanhados pela frustração e a amargura.

 

Ter fé é ARRISCAR-SE na troca de um sonho, de um amor, de um ideal. Nada que vale a pena nesta vida pode se conseguir sem esta dose de sacrifício, que implica desprender-se de algo ou de alguém, a fim de adquirir algo que melhore nosso próprio mundo e o dos demais.

 

Ter fé é VER positivamente a vida à frente, não importa quão incerto pareça o futuro ou quão doloroso foi o passado. Quem tem fé faz de hoje um fundamento do amanhã e trata de vivê-lo de tal maneira que quando fizer parte de seu passado, possa vivê-lo como uma grata recordação.

 

Ter fé é CONFIAR, porém confiar não somente nas coisas, mas sim, o que é mais importante, nas pessoas. Muitos confiam no material, porém vivem relações vazias com seus semelhantes. Certamente sempre haverá gente que trairá a nossa confiança; assim o que temos a fazer é seguir confiando, sendo mais cuidadosos com aqueles em quem confiamos.           

 

Ter fé é BUSCAR o impossível: sorrir quando os dias se encontram nublados e nossos olhos estão secos de tanto chorar. Ter fé é não deixar nunca de cobrir nossos lábios com um sorriso, nem sequer quando estamos tristes, porque nunca sabemos quando nosso sorriso pode dar luz e esperança à vida de alguém que se encontra em pior situação do que a nossa.

 

Ter fé é CONDUZIR-SE pelos caminhos da vida da mesma forma que uma criança segura a mão de seu pai. É entregarmos nossos problemas nas mãos de DEUS e nos jogarmos em seus braços antes de cair no desespero. Ter fé é descansarmos para que ELE nos carregue, em vez de carregar nós mesmos nossa própria coleção de problemas.

 

QUE EM NOSSA VIDA HAJA SUFICIENTE FÉ PARA ENFRENTARMOS AS SITUAÇÕES DIFÍCEIS, JUNTO COM A NECESSÁRIA HUMILDADE PARA ACEITARMOS O QUE NÃO SE PODE MUDAR.

 

(Minha oração hoje é: Senhor, ajuda-me na minha pouca fé!) 

terça-feira, 5 de junho de 2007

O abraço, salvador de vidas

 

Esta é uma fotografia de um artigo das «Selecções», que se chama “O abraço salvador”, e relata um episódio da vida de duas gêmeas, cujos primeiros dias foram passados em suas respectivas incubadoras, sendo que para uma delas não havia esperança de que sobrevivesse.

A enfermeira chefe da unidade, contra todas as regras existentes, decidiu juntar as duas irmãs, e aquilo que aconteceu foi verdadeiramente espantoso e comovente: a bebé que se encontrava bem, abraçou a sua irmãzinha moribunda, conseguindo, com o calor do seu corpo, o milagre de lhe regular a temperatura e pulso, o que permitiu estabilizar o ritmo cardíaco da sua gêmea.

Aqui fica este testemunho da importância de um abraço e do bem que este pode fazer...  

... você já abraçou alguém hoje?

 

terça-feira, 22 de maio de 2007

O sal e as suas utilidades

Rating:★★★★
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As diversas utilidades do sal

SALA DE ESTAR CARPETES - As cores podem ser restauradas com o auxílio de um pano umedecido em uma solução, meio a meio, de sal e água. Quando usar novos tapetes de lã, lembre-se de que as traças não gostam de sal. O segredo é esfregar o chão com uma solução concentrada de sal e água quente antes de assentar a carpete.

LAREIRAS - Outro segredo do sal, que possibilita às lareiras um
funcionamento melhor e mais seguro: jogue um punhado de sal no chamuscar do fogo. Aprecie as bonitas labaredas amarelas enquanto o sal remove a fuligem
acumulada e ajuda a evitar incêndios perigosos na chaminé. É um segredo que vale por dois!

PAREDES - Ficou algum buraco feio na parede de onde você tirou um quadro?
Não se desespere, faça você mesmo a restauração. Misture quantidades iguais
de sal e amido com água suficiente para fazer um pasta. Os buracos poderão
ser facilmente restaurados com esta pasta, e ninguém descobrirá o seu segredo.

PEIXINHOS DOURADOS - Ocasionalmente dissolva uma colher de chá de sal
em um litro de água à temperatura ambiente e coloque seus peixinhos dourados
para nadar nesta solução, por uns quinze minutos, devolvendo-os após essa
operação para o seu próprio aquário. Isto os manterá saudáveis.

SALA DE JANTAR - MANCHAS NA MESA - Não é novidade que pratos e copos quentes, ou molhados, deixam manchas brancas nas mesas. Aqui está um segredo para removê-las: faça uma pasta rala de óleo de salada e sal em proporções mais ou menos iguais. Esfregue a pasta sobre a mancha e deixe em repouso por uma ou duas horas. Em seguida remova a pasta, esfregando-a até sair. As manchas desaparecerão.

COMIDA NA CARPETE DA SALA DE JANTAR - Manchas de gordura nas carpetes podem ser removidas com uma solução de uma parte de sal para quatro partes de álcool. Esfregue sobre a mancha firmemente até esta desaparecer.

FLORES E VASOS - Aquele buquê preferido se conservará por mais tempo se você adicionar um pouco de sal à água da jarra ou do vaso. Um vaso fundo pode ser lavado despejando-se nele uma solução de sal e vinagre. Deixe-o em repouso
com esta solução por algum tempo e depois dê uma sacudidela enxaguando-o com água pura. Flores artificiais podem ser arrumadas artisticamente colocando-as em um leito de sal humedecido. À medida que o sal seca, ele se solidificará, firmando as flores em definitivo no lugar.

COZINHA QUEIJOS - Mofos (fungos) desenvolvem-se nos queijos, mesmo naqueles que não desejaríamos ver mofados. Para evitar o mofo, antes de colocar o queijo na geladeira enrole-o em um pano humedecido em água salgada.

ÁGUA FERVENTE - Não, não vamos ensinar como ferver água. Mas o sal é
condutor de calor. Assim, para esquentar mais rapidamente a comida, ponha-a num prato sobre uma panela com água, com um pouco de sal, e aqueça-a.

PROTEÇÃO CONTRA FORMIGAS - Não deixe as formigas fazerem um piquenique em sua casa. O sal mantê-las-á afastadas do chão da cozinha e do balcão da pia. O segredo é borrifar sal ao longo dos rodapés, nos cantos dos cômodos e nos balcões dos armários.

GELADEIRAS - Sal e solução de bicarbonato de sódio limpam e perfumam o
interior de sua geladeira, com a vantagem de não arranhar o esmalte como o fazem alguns produtos mais fortes de limpeza.

PRATOS DE OVOS - O sal torna melhor o sabor dos ovos e facilita, também, a limpeza da louça suja de ovo. Imediatamente após o café da manhã, borrife sal nos pratos para então lavá-los quando você tiver tempo.

PANELAS ENGORDURADAS - Panelas de ferro engorduradas poderão ser
facilmente lavadas se você puser um pouco de sal nelas e esfregá-las com um papel.

XÍCARAS - Uma esfregada rápida com sal de mesa removerá as mais resistentes manchas de chá em suas xícaras.

LIMPADOR DE FORNO - Você confiaria no sal e na canela? Não como um presente do paladar, mas como um excelente restaurador do forno? Pois bem, o sal e a canela eliminam o cheiro de comida queimada. Borrife-o enquanto estiver quente. Quando seco, remova as manchas de sal com uma escova dura ou pano.

COMIDA QUEIMANDO? - Jogue sal rapidamente sobre a comida ou sobre a
gordura quando estiverem incendiando. Nunca use água. O sal extinguirá as chamas.

"AROMATIZANTES" SALGADOS - Acredite se quiser, o sal pode perfumar as
garrafas térmicas, moringas ou outros recipientes fechados.

Vegetais de aroma forte serão suavizados se forem colocados por 2 ou 3 minutos em água fervente (depois lave-os e cozinhe-os com o tempero de sua preferência).

Retire o amargo das cafeteiras enchendo-as com água e adicionando 4 colheres
de sopa de sal. Depois enxugue-as em água corrente.

Perfume o hálito, após comer cebolas, mordendo uma ou duas fatias de limão
bem salgado.

O cheiro desagradável de cebola e eventuais manchas de frutas e legumes nas
mãos, poderão ser retirados com sal.

SAL PARA GOURMETS - Revigore as saladas borrifando sal antes de servi-las. Se você colocou sal demais na sopa, recupere-a, colocando fatias de 1 ou 2 batatas para absorver o excesso (depois é só retirar as batatas e usá-las para outra finalidade).

Esfregue a grelha com um pequeno saco de pano cheio de sal para evitar que fique grudando e queimando.

LIMPANDO TUDO EM VOLTA - Para tirar o cheiro e evitar que o cano da pia da cozinha fique entupido pela gordura, use uma salmoura concentrada.

Esfregue as tábuas de pão e de cortar, não pintadas, com um pano embebido em
sal, depois de terem sido lavadas com sabão e água; elas parecerão mais novas.

As vassouras novas conservam-se mais se mergulhadas em água salgada quente.

E você pode dar vida nova às esponjas, colocando-as em água fria salgada, após
serem usadas.

BANHEIRO TRATAMENTO DE BELEZA - Muitas pessoas famosas usam sal com
óleo de oliva, como estimulante facial. Misturados em forma de pasta, a fricção do sal e a lubrificação do óleo dão um novo tom à pele cansada, ou bronzeada em excesso.

BANHOS DE SAL - Para ajudar a relaxar a tensão, massageie a pele húmida com
sal antes do banho. É claro, pés cansados sempre respondem bem a um banho quente de água e sal.

TRATAMENTO COM SAL - Um gargarejo com água e sal muitas vezes alivia
irritações da garganta e da boca. E os seu dentista, provavelmente, irá lhe ensinar a usar partes iguais de sal e bicarbonato de sódio para limpar os dentes e conservar suas gengivas saudáveis. A mesma mistura perfuma o hálito também.

Imite a natureza fabricando lágrimas: ½ colher de chá de sal em ½ litro de
água é um bom colírio, que alivia tensões e descansa os olhos.

LAVANDERIA ELIMINADOR DE ESPUMA - É desagradável quando a máquina de
lavar derrama espuma; então, mantenha o saleiro à mãos e borrife sal quando a espuma ameaçar transbordar.

REALÇANTE DE CORES - Antigamente, era comum as donas-de-casa lavarem chita com água e sal para fixar a cor. Hoje as cores dos tecidos já vêm fixadas,
podendo os mesmos irem para a máquina de lavar sem problemas. Entretanto, o sal torna mais clara as cortinas laváveis e os tapetes de fibra.

OUTROS AUXÍLIOS PARA A LAVAGEM DE ROUPAS - Retire as manchas de suor das roupas, colocando-as de molho em água com sal antes de lavá-las (4 colheres de sopa em 1 litro de água).

Clareie os tecidos de algodão ou linho amarelecido, fervendo-os por 1 hora em
solução de sal e bicarbonato de sódio.

Outro segredo: em climas muitos frios, as roupas não irão congelar no varal, se você acrescentar um pouco de sal na última enxaguada.

Tire as manchas de roupas (inclusive as manchas de sangue), colocando-as de molho em água fria com sal; lave com água morna, depois coloque-as em água com sabão e ferva após a lavagem.

Precaução: Proceda assim somente com tecidos de algodão, linho ou outros que
possam receber calor alto.

MÁGICA-MOFO - Quando as roupas ou os artigos de casa mofarem, molhe os
locais manchados com uma mistura de suco de limão e sal, e depois estenda-os ao sol, no varal, para um descoramento natural. Complete o tratamento com uma
lavagem completa e secagem.

QUINTAL CUIDADOS COM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO - As pulgas gostam tão pouco de sal quanto os animais de estimação gostam das pulgas. Para afugentá-las, experimente borrifar sal no seu cão ou gato. De vez em quando uma boa borrifada na casa do cachorro ajuda a afastar as pulgas.

LIMPEZA DE BRONZE - Maçanetas e outras peças de bronze adquirem novo
brilho quando esfregadas com uma pasta de sal, obtida misturando-se partes iguais de sal, farinha de trigo e vinagre. Deixe por 1 hora ou mais e depois limpe com um pano macio ou uma escova para dar o polimento final. Para peças de cobre, proceda da mesma maneira.

PÁRA-BRISA DE CARROS - Esfregue um pouco de sal umedecido na parte externa do pára-brisa de seu carro para evitar aderência do gelo, da neve ou geada.

PASSAGENS E CAMINHOS - No inverno, espalhe sal nas passagens e caminhos, para evitar o endurecimento do gelo e da neve. Para derreter o gelo e a neve, espalhe sal na calçada, na base de 270 gramas por metro quadrado. "Zombe" de seus vizinhos espalhando sal assim que a neve começar a
cair; ao amanhecer, sua calçada será a única limpa nas redondezas (isto se não nevar mais do que 7,5 cm).

SORO CASEIRO - Para crianças que apresentam sintomas de vômitos e diarréias: adicionar 1 pitada de sal e 1 punhado de açúcar, ou então, 2 colheres de
sopa de açúcar e 1 colher de café de sal, a 1 litro de água filtrada fervida. Dar para a criança pequenas doses de ½ em ½ hora. O soro caseiro deve ter o
gosto da lágrima.

REFERÊNCIAS: Indústria de Processos Químicos

R. Norris Shreve

Joseph A. Brink Jr.

Sodium Chloride


sexta-feira, 18 de maio de 2007

Fadiga Visual - A síndrome do usuário de computador

Rating:★★★★
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NOVA PATOLOGIA ENTRE USUÁRIOS DE PC
CVS - Computer Vision Syndrome

Não é difícil hoje em dia passar mais de duas horas em frente ao computador. O uso da informática é cada vez mais comum, seja no ambiente de trabalho ou doméstico.

Este hábito tem exigido cada vez mais dos olhos humanos, gerando conseqüências como a Síndrome Visual do Usuário de Computador ou CVS (Computer Vision Syndrome).

A síndrome, também conhecida como fadiga visual, atinge entre 70% e 90% dos usuários de informática. Os sintomas são:

- Dor de cabeça
- Olhos vermelhos
- Lacrimejamento em excesso ou olho seco
- Sonolência
- Vista cansada

Pesquisa realizada recentemente com 2 mil pacientes que usam o computador de 12 a 14 horas por dia revelou uma relação direta entre o mau uso do PC e o aumento da cefaléia, olho seco e até da miopia entre crianças.

Causas:

- Quando usamos o micro movimentamos pouco o globo ocular e piscamos, em média, cinco vezes menos que o normal. Isso prejudica a troca do filme lacrimal, uma película responsável pela umidade na superfície do globo ocular.
- A situação piora para usuários de lentes de contato, que é hidrofílica. "É como se ela bebesse água do olho".
- Os ambientes refrigerados também agravam o ressecamento.
- Outro fator importante são as 16,7 milhões de cores geradas pelo monitor de vídeo, que sobrecarregam a musculatura responsável por regular a entrada de luz até a retina. As imagens em pixels exigem ajuste de foco milhares de vezes por dia.
- Também se relacionam a esse fato a iluminação do ambiente e a posição do monitor. Ambientes excessivamente claros que geram reflexos e o monitor em uma posição muito alta exigem mais da visão do usuário.
- Os tratamentos variam conforme o caso e os sintomas. Os problemas mais comuns são a miopia transitória em crianças e a presbiopia, ou vista cansada, nos adultos, principalmente acima dos 40 anos.

Leôncio Queiroz ressalta que projetos desenvolvidos no Alabama para reduzir a CVS demonstram que o conforto visual aumenta a produtividade em 20%. As principais dicas do médico para eliminar a fadiga visual são:

- O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos;
- A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm;
- O monitor não deve ficar de frente para a janela, pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que usam desconforto;
- Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual;
- Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade;
- Mantenha a tela do monitor sempre limpa;
- A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador;
- Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Quero Ser um Televisor! (Para Reflexão)


 


Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redação sobre o que  gostariam que Deus fizesse por eles.

Ao fim da tarde, quando  corrigia as redações, leu uma que a deixou muito emocionada.

O marido, que nesse momento acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:

- "O que é que aconteceu?"

Ela respondeu: "Lê isto." Era a redação de um aluno.

"Senhor, esta noite peço-te algo especial:  transforma-me num televisor. Quero ocupar o  lugar dela. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta.... Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. 
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo quando está cansado. E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda que os meus irmãos se peguem para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.

Senhor, não te peço muito...  Só quero viver o que vive qualquer televisor!"

Naquele momento, o marido de Ana Maria disse:

- "Meu Deus, coitado desse garoto! Que pais!"

E ela olhou-o e respondeu:

- "Essa redacção é do nosso filho".

terça-feira, 15 de maio de 2007

Horários do Corpo Humano

Rating:★★★★
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DESPERTAR
das 7h às 8h

Quem gosta de acordar tarde já começa o dia em desvantagem. A partir das 6h, o corpo produz um hormônio que faz acordar, o cortisol. Entre as 7h e as 8h, a taxa de cortisol no corpo atinge a concentração máxima.
Essa faixa de horário é ideal para acordar com facilidade e com o pé direito.
ATENÇÃO:
Voltar a dormir é um erro; por volta das 9h o corpo começa a produzir endorfinas (analgésicos naturais) que encorajam um sono pesado do qual será difícil sair sem dor de cabeça ou mau humor.

PRAZER
das 9h às 10h

A hora certa para as folias amorosas, já que a taxa de serotonina (neurotransmissor ligado ao prazer) está em seu apogeu. O prazer experimentado só será aumentado.
Por outro lado, também é a hora de marcar uma consulta ao dentista: as endorfinas, que também estão em alta nesse horário, funcionam como anestésicos naturais.

TRABALHO
das 10h às 12h

O estado de vigilância atinge o seu pico, e a memória de curto prazo (que guarda coisas como um número de telefone que se vê na lista, é retido por alguns segundos e esquecido em seguida) está mais ativa.
Depois que as endorfinas presentes entre as 9h e as 10h desaparecem, o organismo atinge a sua velocidade ideal. É o momento certo para refletir, discutir idéias e encontrar inspiração.

DESCANSO
das 13h às 14h

A moleza que dá depois do almoço não se deve unicamente à digestão, mas também a uma queda de adrenalina que acelera o ritmo cardíaco.
Para retomar a disposição, basta uma sesta de 20 minutos.

MOVIMENTO
das 15h às 16h

A forma física encontra o seu apogeu no meio da tarde, ao mesmo tempo que a capacidade intelectual diminui. Como não há produção de hormônios específicos nesse horário, os cronobiologistas ainda não encontraram uma explicação para o fato.

RUSH
das 18h às 19h

A partir das 18h, o organismo fica particularmente vulnerável à poluição e ao monóxido de carbono. Convém então limitar o consumo de cigarros e evitar, se possível, os engarrafamentos. Também é nesse horário que a atividade intelectual e o estado de vigilância atingem um novo pico - hora certa de mandar as crianças fazerem o trabalho de casa, por exemplo.

BEBEDEIRA
das 20h às 21h

Se esse horário costuma coincidir com o aperitivo de antes do jantar, é bom saber que é também o momento em que as enzimas do fígado estão menos ativas, o que faz que se fique bêbado bem mais depressa.

SONO
a partir das 20h...

A melatonina (hormônio do sono) invade progressivamente o corpo a partir das 18h. Mas é às 20h que aparece o primeiro momento ideal para dormir, sucedido por outros iguais a cada duas horas. Para ajudar a cair no sono, fazer amor é uma
excelente idéia: o prazer sexual desencadeia a secreção de endorfinas no cérebro, favorecendo o adormecimento.

REGENERAÇÃO
das 21h à 1h

Esta fase do sono é muito importante porque coincide com o pico da produção do hormônio do crescimento, indispensável para a renovação das células e a recuperação física. Esse hormônio permite que os conhecimentos adquiridos na véspera sejam armazenados no cérebro.

Fonte: Yvan Touitou, cronobiologista da Faculdade
de Medicina Piété-Salpêtrière

terça-feira, 8 de maio de 2007

A BANANA


 


A BANANA


 



Contendo três açúcares naturais, sacarose, frutose e glucose, combinados com fibras, a banana dá-te uma reserva instantânea de energia. Pesquisas provam que somente duas bananas dar-te-ão energia para 90 minutos de trabalho pesado. Não admira a banana ser o fruto mais consumido entre os atletas. Mas energia não é o único benefício que a banana nos traz, ela ajuda-nos a prevenir um substancial número de doenças.
 Depressão:
De acordo com recentes estudos, a maioria das pessoas que habitualmente sofre com depressões sentiu-se substancialmente melhor depois de comerem uma banana. Isto acontece porque a banana contém um tipo de proteína que o corpo converte em serotonina, substância que se sabe que ajuda a relaxar e te faz sentir melhor.
Anemia :
Fortes em ferro, as bananas estimulam a produção de hemoglobinas e ajudam em caso de anemia.
Pressão Arterial :
Este fruto tropical é muito rico em potássio e pobre em sal sendo perfeito para descer a pressão arterial. A Food and Drug Administration, nos Estados Unidos até permitiu aos produtores de bananas usarem isso como publicidade.
Cérebro:
200 estudantes comeram uma banana ao pequeno almoço, ao almoço e ao lanche e provou-se que o potássio presente no fruto ajudou-os a melhorar a sua concentração.
Obstipação:
Porque são ricas em fibras, a inclusão de bananas nas dietas ajuda a normalizar o trânsito intestinal, permitindo debelar os problemas sem o uso de laxantes.
Dor de cabeça :
Uma das maneiras mais rápidas de curar uma dor de cabeça é fazer um batido de banana com mel. A banana acalma o estômago e com a ajuda do mel aumenta os níveis de açúcar no sangue enquanto o leite acalma e hidrata todo o teu sistema.
Cansaço matinal :
Comer uma banana entre as refeições ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue elevados, combatendo o cansaço.
Picadas de insectos :
Quando fores picado por um inseto, experimenta esfregar a zona afetada com a parte de dentro de uma casca de banana. Verás como a irritação vai acalmar.
Nervos:
Bananas são ricas em vitamina B, que acalmam o sistema nervoso. Pesquisas em 5.000 pacientes chegaram à conclusão que os mais obesos são aqueles que têm trabalhos de muita pressão. O relatório concluiu que para combater isto, devemos controlar os nossos níveis de açúcar no sangue devendo consumir comida com muitos hidratos de carbono, como a banana.
Úlceras:
A banana é usada nas dietas contra as desordens intestinais pela  sua textura suave e por causa de ser um fruto muito macio. É o único fruto que pode ser comido sem causar distúrbios mesmo nos casos mais graves. Ela também neutraliza a acidez excessiva e reduz a irritabilidade criando uma camada nas paredes do estômago.
Controle de temperatura:
Muitas culturas vêem a banana como um fruto "calmante" porque consegue baixar a temperatura, quer física quer emocional, nas mulheres grávidas. Na Tailândia, por exemplo, é hábito as mulheres grávidas comerem bananas para se assegurarem de que o seu filho nasce com a temperatura correta.
Fumar:
As bananas podem ajudar quem quer deixar de fumar. As vitaminas B6 e B12, o potássio e o magnésio que contêm, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da falta de nicotina.
Stress:
O potássio é um mineral vital que ajuda a normalizar o batimento cardíaco, que auxilia a ida do oxigênio para o cérebro e que regula a repartição de água pelo corpo. Quando estamos "estressados" o nosso metabolismo altera-se reduzindo os níveis de potássio.
Podemos ajustá-los com a ajuda deste fruto, rico em potássio.
Cortes:
De acordo com o "New England Journal of Medicine", comer bananas regularmente pode reduzir o risco de morte por cortes até mais de 40%!


Assim, a banana é um remédio natural para muitos males. Comparando-a com a maçã, tem o quádruplo das proteínas, o dobro dos hidratos de carbono, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e o dobro das outras vitaminas e minerais. É um fruto rico em potássio e uma das mais saudáveis comidas existentes.


 

O DIA DAS MÃES


 


Anna Jarvis, a mãe do Dia das Mães

Uma promessa mudou para sempre o calendário de datas comemorativas dos Estados Unidos e de várias outras nações. A filha jurou à mãe criar o "Dia das Mães". Nove anos mais tarde, a promessa foi cumprida. Mas, em seguida, veio o arrependimento.







 


A história da criação do Dia das Mães começa nos Estados Unidos, em maio de 1905, em uma pequena cidade do Estado da Virgínia Ocidental. Foi lá que a filha de pastores Anna Jarvis e algumas amigas começaram um movimento para instituir um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.


A idéia do movimento era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais. Para Anna a data tinha um significado mais especial: homenagear a própria mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, falecida naquele mesmo ano. Ann Marie tinha almejado um feriado especial para honrar as mães. E Anna jurou terminar o trabalho que ela havia começado.


Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. Em 10 de maio de 1908, ela conseguiu que fosse celebrada uma missa em homenagem às mães na Igreja Metodista Andrews, da cidade de Grafton (Virgínia Ocidental). Anna nasceu em 1864 na cidade de Webster, localizada no mesmo Estado, mas mudou-se para Grafton antes de completar dois anos de idade (veja o mapa).


A primeira celebração oficial do dia das mães aconteceu somente dois anos depois, em 26 de abril de 1910, quando o governador William E. Glasscock incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Virgínia Ocidental se tornou o primeiro a reconhecer a data oficialmente. Mas rapidamente outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.









 


 


Em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data. Aqui no Brasil, como na Europa, a comemoração é feita na mesma data .


"Não criei o dia das mães para ter lucro"


O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes - principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.


Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.


Cravos: símbolo da maternidade


Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.







 


A mãe homenageada


A mãe de Anna, Ann Marie Reeves Jarvis (foto), chegou na West Virginia aos onze anos de idade. À época, o pai dela (avô de Anna), reverendo Josiah W. Reeves, era um ministro da igreja metodista. Ann Marie casou-se com Granville E. Jarvis, filho de um ministro batista, em 1850, aos 17 anos. O casal teve Anna e mais seis filhos, mas somente quatro chegaram à vida adulta.


A mãe pioneira


Anna não foi a primeira a sugerir a criação do Dia das Mães. Antes dela, em 1872, Julia Ward Howe (1819 - 1910), chegou a organizar em Boston um encontro de mães dedicado à paz. Howe, autora de "O Hino de Batalha da República", era casada com Samuel Gridley Howe, um líder em educação progressiva e também um abolicionista convicto.

No Brasil


O primeiro "Dia das Mães" brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou o feriado. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica. 


 


 

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Goiandira do Couto - Artista Plástica de Goiás

 Goiandira Ayres do Couto


Minha História


        Goiandira Ayres do Couto é goiana de Catalão. Filha mais velha de doze irmãos, nasceu em 12 de setembro de 1915. Mudou-se para a cidade de Goiás aos 6 anos de idade. Cresceu rodeada pelos livros e o talento do pai, Luís de Oliveira Couto, poeta, advogado e historiador, e pela sensibilidade, pincéis e telas de sua mae, Maria Ayres do Couto, que também era pintora.


        Goiandira começou a pintar ainda menina. Aos 16 anos recebe a primeira premiação. Aos 18 realiza a primeira coletiva de pinturas a óleo sobre tela. Aos 52 anos começa a pintar com as areias da Serra Dourada, técnica única e exclusiva que a torna reconhecida internacionalmente.





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Técnica


A pintura de Goiandira do Couto está dividida em duas fases distintas: a primeira - fase do óleo - vai de 1933 a 1967, e o início de sua segunda fase, em 1968 - a fase de pintura com areia - tornou-a internacionalmente conhecida.
Goiandira trabalha com 551 tonalidades de cores diferentes de areias (cor natural), o que pode ser verificado em seu atelier.

Até então jamais lhe ocorrera usar as areias coloridas como elemento pictórico. Mas na manhã desse dia, sem outra explicaçao que a de ordem espiritual, sobrenatural, a pintora ouviu claramente uma voz que lhe determinou: "faça uma casa com areia". 

Mais surpresa do que assustada, a pintora começou a perguntar-se: "Mas, como?".
Poucas horas mais tarde, sobre uma lâmina de duratex embasado a óleo branco, seguindo linhas-guia e detalhando de improviso, surgia diante de seus próprios olhos a sua primeira tela pintada com areia.


Técnica difícil de ser explicada e mais difícil ainda de ser aprendida. O grande segredo reside exatamente na maneira de como os seus dedos vão semeando os grãos de areia, a sensibilidade escolhendo e dosando cores e tudo se transformando em luz e sombra, em formas e dimensoes, arte e beleza.


Atualmente, Goiandira tem em sua casa mais de quinhentas tonalidades de cores diferentes de areias, e ela garante que caso precise de mais tons não terá medo de subir a Serra Dourada.







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Uma Breve História da Formação do Estado do Acre

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O Acre (AC) é um dos menores estados brasileiros (o menor é Sergipe -SE), ocupa uma área de 152.581,4 km2. O nome do Estado deriva do nome Aquiri, ou Uaquiri, que significa "rio dos jacarés" na língua nativa dos índios Apurinã, seus habitantes originais. Localiza-se na Amazônia Ocidental. Em 2005 a população, segundo o IBGE, não chegava a 700 mil habitantes.

Uma breve história da luta acreana

O Acre é hoje um estado multiétnico. Sua população é constituída por descendentes de todas as raças que historicamente formaram a sociedade brasileira. Ainda possui 14 etnias indígenas reconhecidas e organizadas, além de grupos de índios isolados dentro da floresta vivendo como há cinco mil anos. Esta sociedade multifacetada apresenta, entretanto, uma intensa identificação sócio-cultural. O sentimento de ser acreano é muito mais amplo que as fronteiras desse pequeno estado situado no extremo ocidental da Amazônia brasileira.

Esta característica, facilmente percebida por qualquer pessoa que conheça o Acre, é ainda mais surpreendente ao pensarmos que esta identidade histórica e cultural do povo acreano tem apenas 100 anos de reconhecimento. Um século apenas, breve, mas intenso o suficiente para forjar um povo consciente e orgulhoso de suas raízes. Alguma coisa deve haver de especial nesse lugar que criou as condições para que tivéssemos homens como Wilson Pinheiro e Chico Mendes. E a compreensão do que se passou no Acre nos anos 70 e 80 culminando com o assassinato de Chico Mendes não pode ser completa sem consciência da gênese desse povo e de sua trajetória histórica.

A luta com o meio

O povoamento do Acre, como de boa parte da Amazônia, foi feito sob o signo da malignidade do meio ambiente. Os exploradores europeus, já escolados por muitos séculos de expedições por todas as partes do planeta, eram os primeiros a anunciar o caráter maléfico da umidade, da imensa quantidade de insetos, da insalubridade geral das florestas tropicais. Principalmente a maior de todas, a Amazônia. No ambiente amazônico tudo é grande e farto; porque haveria de ser diferente com relação as suas febres e endemias?

Por isso, quando os primeiros nordestinos começaram a afluir para a Amazônia - e especialmente para o Acre - as notícias eram aterradoras. Os retirantes que fugiam da secas do sertão iam pelo caminho sendo assombrados pelas histórias de fome, do impaludismo (hoje mais conhecido como malária), do beri-beri e das feridas brabas que nunca saravam.

A terra do ouro negro, das terras inesgotáveis e inexploradas, das árvores fartas em um leite que valia como ouro e da fortuna rápida, logo se transformava diante dos olhos incrédulos dos imigrantes nordestinos, gaúchos, cariocas, espanhóis, italianos e sírio-libaneses em terrível “inferno verde”, devorador de almas.

Porém, para boa parte desses homens não havia retorno possível. Para os fugitivos da Guerra de Canudos, para os rebelados dos pampas gaúchos, para os tangidos pela seca, para os repudiados de toda sorte, não havia outro caminho possível senão a floresta que a todos acolhia e escondia. A única opção era mesmo encarar a solidão das colocações de seringa, dias e dias internados mata adentro, ou a falta de leis e de condições para o seu cumprimento nos raros povoados espalhados ao longo dos rios.

Seria necessário que uma figura de renome nacional como Euclides da Cunha, viesse ao Acre (em 1905) para desmentir os mitos sobre o clima e o meio amazônico. Através de artigos como “Um clima caluniado” e “Rios em abandono” - depois reunidos no livro “À margem da história” - Euclides deixou claro que a raiz dos males que afligiam a população espalhada ao longo dos rios acreanos não era o meio ambiente, mas as condições de transporte e de trabalho que matavam anualmente milhares de homens. Os vapores circulavam levando e trazendo gentes, mercadorias, animais e produtos do extrativismo florestal em total promiscuidade, sem a menor preocupação com a higiene e a saúde dos passageiros. A alimentação, tanto nessas embarcações como nos próprios seringais, era a pior possível. E o trabalho imposto aos seringueiros nos primeiros tempos era sobre-humano.

Apesar de tantos obstáculos, reais ou imaginários, há pouco mais de um século o povoamento do Acre se realizou e conseguiu fixar uma sociedade que vivia da e na floresta, longe dos mitos da insalubridade, descobrindo modos e estratégias para desfrutar de uma vida saudável em plena Amazônia. Isso aconteceu há apenas cento e vinte anos.

A luta com os outros

“ Terras incontestavelmente bolivianas”. Assim se expressavam as autoridades brasileiras sobre as terras ao sul da linha oblíqua imaginária que, desde o Tratado de Ayacucho (1867), marcava a fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Enquanto não houve ocupação efetiva da terra estava tudo bem, mas tão logo o mercado internacional demandou maior produção de borracha e a região foi povoada, a questão das fronteiras se tornou um grave conflito entre nacionalidades.

A partir de 1880 grandes levas de imigrantes nordestinos penetraram livremente naqueles territórios sem dono e sem lei. Os rios Purus e Juruá, como afluentes do rio Amazonas, davam acesso direto aos vapores provenientes de Belém e Manaus, trazendo milhares de brasileiros e levando toneladas de borracha. Já os bolivianos possuíam contra eles a direção de seus rios mais explorados que levavam para o rio Madeira e não para as terras acreanas, caminhos que passavam por grupos indígenas Pano muito aguerridos na defesa de seu território e uma sociedade andina que apresentava grandes dificuldades de povoamento na planície amazônica.

Ao surgirem as primeiras proclamações bolivianas de posse do Acre, em 1895, os brasileiros já estavam ali situados há pelo menos 15 anos. Com grandes e produtivos seringais que comerciavam sua borracha com as casas aviadoras de Manaus e Belém e através destas, com os centros consumidores na Inglaterra, França, Alemanha, Holanda e Estados Unidos. O povoamento brasileiro dos altos rios Purus e Juruá era já um fato consumado.

Ainda assim, mal se iniciava o ano de 1899, quando o governo da Bolívia tentou uma cartada decisiva: ocupar militarmente o rio Acre enquanto negociava um contrato de arrendamento com capitalistas europeus e norte-americanos interessados na exploração da borracha da região. Entretanto, a ocupação do Acre não seria tão fácil.

Logo, alguns brasileiros revoltados contra as duras medidas alfandegárias dos bolivianos decidiram contestar a administração estrangeira daquele território povoado por brasileiros. Assim, sem nenhum aviso, já em maio de 1899, ocorria a Primeira Insurreição Acreana, quando os bolivianos foram pela primeira vez expulsos de Puerto Alonso, o povoado que eles mesmos haviam fundado nas margens do rio Acre.

Enquanto isso tudo se dava, Luiz Galvez - espanhol de nascimento, mas cidadão do mundo por vocação - partia de Manaus para o Acre. Galvez levava o apoio velado do governo amazonense já que o governo brasileiro exigia o fim dos conflitos no Acre e a devolução do território aos bolivianos. E foi durante o encontro dos seringalistas do Acre com Galvez que surgiu uma solução para o impasse em que estavam metidos os revoltosos.

Com a palavra de ordem: “Já que nossa pátria não nos quer, criamos outra” Galvez e os brasileiros da região proclamaram criado o “Estado Independente do Acre”. Uma republica da borracha fundada no dia 14 de julho de 1899, de forma a reverenciar a Revolução Francesa que 110 anos antes havia estabelecido os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade fundamentais para a formação da cidadania burguesa contemporânea.

Foram oito meses de governo do Presidente Galvez. Meses nos quais se tentou organizar escolas, estabelecer normas de saúde e instituir uma legislação de exploração racional da borracha adaptada às condições ambientais locais. Oito meses de ordem em uma região que nunca havia conhecido a mínima organização política ou administrativa. Um Estado Independente cujo maior objetivo era se libertar do domínio boliviano para ser anexado ao Brasil.

Entretanto, o presidente Campos Sales estava mais preocupado com o funding loan, com a política dos governadores e com o apoio da oligarquia cafeeira do que com a sorte dos brasileiros da longínqua Amazônia ocidental. Assim, já em março de 1900, chegavam ao Acre três navios da marinha brasileira para prender Galvez e devolver aquelas terras à Bolívia. Ainda que os jornais das principais cidades brasileiras não se cansassem de denunciar o inteiro absurdo da situação.

Mas, mesmo com o apoio do governo brasileiro, as autoridades bolivianas não conseguiram pacificar a região. Os “revolucionários” brasileiros se mantiveram mobilizados e em constante atitude de confronto. O Governo do Amazonas, mesmo contra a vontade federal, continuava apoiando a luta acreana e chegou a financiar a famosa “Expedição dos Poetas”, poderosa em ideais e frágil em combate, cujo maior resultado foi ter mantido viva a luta contra a dominação boliviana.

Até que, nos primeiros meses de 1902, a notícia da constituição do Bolivian Syndicate desabou sobre a opinião pública nacional. Essa companhia comercial de capital anglo-americano estava arrendando o Acre pelo prazo de vinte anos com amplos poderes territoriais, militares e alfandegários. Seu contrato com a Bolívia implicava também na livre navegação internacional dos rios amazônicos e feria frontalmente a soberania brasileira sobre a Amazônia.

Enquanto o governo federal era sacudido de sua letargia pelo clamor nacional, os brasileiros do Acre mantinham a resistência armada contra os bolivianos. A notícia do Bolivian Syndicate precipitou os acontecimentos que se configuraram como uma verdadeira guerra.

De um lado o exército regular da Bolívia entrincheirado em alguns pontos estratégicos do rio Acre. De outro um exército de seringalistas e seringueiros organizados pelo ex-militar Plácido de Castro. Uma guerra que foi conflagrada no Xapuri, em agosto de 1902, e só foi concluída seis meses depois em Puerto Alonso com um saldo de quinhentos mortos em uma população de dez mil indivíduos.

Os brasileiros do Acre mais uma vez haviam expulsado os bolivianos e proclamado o Estado Independente do Acre como forma de obrigar o governo federal a considerar a região como litigiosa. E tamanha foi a pressão nacional que Rodrigues Alves, recém instalado no cargo de presidente, teve que reverter a posição oficial brasileira estabelecendo negociações que culminaram com a assinatura do Tratado de Petrópolis e anexaram o Acre ao Brasil em novembro de 1903.

Finalmente, depois de quatro anos de resistência armada, o Acre passou a fazer parte do Brasil e os brasileiros do Acre conquistaram o direito de se autodenominar acreanos. Isso aconteceu há apenas um século.

A luta com os mesmos

O governo do Amazonas esperava que as ricas terras acreanas lhe fossem concedidas depois de anexadas ao Brasil. Afinal de contas o Amazonas havia investido grandes somas na Revolução Acreana em suas diferentes etapas. Mas os acreanos haviam arriscado não só terras e fortunas, como suas próprias vidas nas trincheiras e varadouros da guerra contra os bolivianos. Era justo então esperar que o Acre se tornasse o mais novo estado da federação brasileira e seus cidadãos pudessem usufruir os mesmos direitos políticos básicos de qualquer brasileiro.

Contra todas as expectativas, o governo federal decidiu não atender a ninguém, senão a seus próprios interesses. No principio de 1904, o Acre se tornou o primeiro Território Federal da história brasileira. Exemplo de um novo sistema político-administrativo, não previsto na Constituição, que estabelecia que o Acre seria administrado diretamente pela Presidência da Republica, a quem caberia nomear seus governantes e arrecadar impostos.

Para justificar sua atitude o governo federal alegou que precisaria recuperar o capital utilizado para afastar o Bolivian Syndicate das negociações de limites. Também precisava cumprir as clausulas previstas no Tratado de Petrópolis: indenização de dois milhões de libras esterlinas e a construção da ferrovia Madeira-Mamoré. Por isso, toda a estupenda arrecadação de impostos sobre a borracha acreana teria que ser canalizada para os cofres da União.

O resultado imediato da surpreendente medida do governo brasileiro foi que a sociedade acreana passou a uma condição de tutela e dependência do poder executivo federal sem precedentes na história brasileira.

Como Território, o Acre não teria direito a uma Constituição própria como os outros estados federados; não poderia arrecadar seus impostos, dependendo dos repasses orçamentários do governo federal – que eram sempre infinitamente inferiores às necessidades de uma região onde tudo estava por fazer – e sua população não poderia votar para as funções executivas ou legislativas (que sequer existiam) na região.

Portanto, os acreanos que haviam conquistado pelas armas o direito de serem brasileiros, ao alcançar a vitória foram condenados a serem cidadãos de segunda categoria em seu próprio país. Enquanto isso o Presidente da Republica - de seu gabinete no Rio de Janeiro a mais de quatro mil quilômetros de distancia dos problemas acreanos - nomeava sucessivamente militares, magistrados ou políticos derrotados para governar o Território Federal do Acre.

Começava assim uma nova etapa de lutas da sociedade acreana. Agora não mais contra os estrangeiros, mas contra o governo de seu próprio país. Pois logo se perceberia que das fabulosas somas arrecadadas sobre a exportação de borracha e sobre a importação de mercadorias para abastecer os seringais, o governo federal mandava apenas uma pequena parte para a administração do Território, onde não havia escolas, hospitais ou quaisquer outras estruturas públicas. Além disso, os governantes nomeados para o Acre não possuíam o menor compromisso com aquela sociedade, aproveitando as verbas públicas em proveito próprio e afastando os acreanos do exercício de cargos políticos ou administrativos. A situação era agravada ainda pela distancia e isolamento das cidades acreanas e pela ineficiência do poder judiciário.

A autonomia política do Acre tornava-se então a nova e necessária bandeira de luta do povo acreano. Na verdade, era uma aspiração muito simples: a transformação imediata do Território Federal do Acre em Estado autônomo da federação brasileira. E para lutar por essa causa começaram a ser fundados clubes políticos e organizações de proprietários e/ou de trabalhadores em diversas cidades como Xapuri, Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

Em poucos anos a situação social acreana se agravaria muito. Não bastasse a concorrência da borracha que começava a ser produzida no sudeste asiático, a partir de sementes amazônicas contrabandeadas pelos ingleses, os desmandos cometidos pelos governantes nomeados para o Acre obrigaram a sociedade a reagir.

A radicalização dos conflitos logo produziria novas cicatrizes no tecido social acreano. Plácido de Castro, um dos líderes da oposição ao governo federal, foi assassinado (ainda em 1908) numa emboscada que todos sabiam de antemão que iria ocorrer. Em Cruzeiro do Sul, em 1910, a primeira revolta autonomista depôs o Prefeito Departamental do Alto Juruá, proclamando a criação do Estado do Acre. Cem dias depois, tropas federais atacaram os revoltosos e restabeleceram a “ordem” e a tutela. Sena Madureira em 1912 e Rio Branco em 1918 também conheceram revoltas autonomistas que foram igualmente sufocadas à força pelo governo brasileiro.

A sociedade acreana viveu então um dos períodos mais difíceis da sua história. Os anos 20 foram marcados pela completa decadência econômica provocada pela queda dos preços internacionais da borracha graças à produção infinitamente mais barata dos seringais de cultivo asiáticos. Os seringais acreanos entraram em falência, uma boa parte dos seringueiros começou a voltar para suas regiões de origem e a desesperança geral transformou o Acre num “igapó de almas” segundo a descrição de Océlio de Medeiros no livro “A Represa”. Toda a imensa riqueza acumulada durante os anos áureos da borracha amazônica havia sido drenada para os cofres federais relegando o Acre ao completo abandono oficial.

Era tempo de se buscar novas formas de organização social e de encontrar novos produtos que pudessem substituir a borracha no comércio internacional. Os seringais se transformaram em unidades produtivas mais complexas. Teve início a pratica de uma agricultura de subsistência que diminuía a dependência de produtos importados, uma intensificação da colheita e exportação da castanha e o crescimento do comércio de “peles de fantasia”, como era chamado então o couro de animais silvestres da fauna amazônica. Começavam assim, impulsionadas pela necessidade, as primeiras experiências de manejo dos recursos florestais acreanos.

Além disso, a escassez da mão de obra nordestina levou ao emprego crescente das comunidades indígenas remanescentes nos seringais e os comerciantes sírio-libaneses substituíram as casas aviadoras de Belém e Manaus na função de abastecer os barracões e manter ativos os seringais acreanos. Entretanto, a situação de tutela política sobre a sociedade acreana se mantinha inalterada.

Nem mesmo o novo período de prosperidade da borracha, provocado pela Segunda Guerra Mundial, foi capaz de modificar esse quadro. Durante três anos (1942-1945) a “Batalha da Borracha” trouxe milhares de famílias nordestinas para o Acre, repovoando e enriquecendo novamente os seringais.

Essa melhoria do contexto econômico fez com que os anseios autonomistas ganhassem nova força. Mas os acreanos teriam que esperar ainda quase vinte anos para ver sua antiga aspiração de autonomia política ser realizada. Só em 1962, os acreanos conseguiram através de uma longa batalha legislativa transformar o Território em Estado.

O Acre, que havia sido o primeiro Território Federal de nossa história, foi também o primeiro a ser “elevado” à categoria de estado, já que o governo brasileiro havia estendido o sistema territorial a outras regiões (talvez não por coincidência sempre na Amazônia: Rondônia, Amapá, Roraima).

Foram 58 anos de resistência, entre 1904 e 1962, até que o movimento autonomista finalmente conquistasse para os acreanos os mesmos direitos básicos e essenciais de qualquer cidadão brasileiro. Pela primeira vez na história os acreanos poderiam exercer plenamente sua cidadania. Isso aconteceu há apenas quarenta anos.

Terras Indígenas

A população indígena do Acre é bastante diversificada e composta por etnias do tronco lingüístico Aruak, tradicional da região amazônica, e do tronco lingüístico Pano, originário da região andina. Estes últimos migraram para a bacia amazônica após sucessivos confrontos com os invasores espanhóis que invadiam suas terras a partir do Oceano Pacífico. Essas etnias representadas pelos povos Kaxinawá, Yawanawá, Katukina, Jaminawa, Kulina, Ashaninka, Nukini, Poyanawa, Manchineri, Arara, Apurinã, Kaxarari, índios isolados e outros que transitam pela região de fronteira com o Peru, representam aproximadamente 14.451 indivíduos. Estes vivem em cerca de 146 aldeias espalhadas por diversas Terras Indígenas. Estas terras, com uma extensão de 2.234.265 hectares, cobrem 13,61% do território acreano. Os povos indígenas representam a diversidade e a riqueza da cultura amazônica tradicional. Suas práticas culturais incluem um conhecimento complexo e detalhado da diversidade biológica amazônica, como atestam o uso tradicional da “ayahuasca”, da vacina do sapo “kampô”e muitas outras.

Um Pouco da História do Estado de Goiás - Até 1770

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O nome do estado origina-se da denominação da tribo indígena guaiás, que por corruptela se tornou Goiás. Vem do termo tupi gwa ya que quer dizer indivíduo igual, gente semelhante, da mesma raça.

Os Bandeirantes chegam a Goiás

A assinatura do Tratado entre Portugal e Espanha sob a bênção papal motivou a criação de vários grupos de pessoas interessadas em descobrir terras novas e principalmente metais preciosos. As Bandeiras foram formadas principalmente por particulares atraídos pelas benesses oferecidas pelo rei de Portugal. Dentre as expedições organizadas, destaca-se a que foi chefiada por Sebastião Marinho em 1.592 – um século após o descobrimento da América. O domínio de Portugal pela Espanha em 1.580 deixou o Tratado de Tordesilhas sem efeito e, com isso, os portugueses puderam expandir seu domínio muito além dos limites descritos pelo referido tratado que tinha uma linha imaginária cortando uma região denominada “Sertão dos Gentios Goiá”.
Documentos antigos relatam a existência de ouro no Centro Oeste do Brasil. Em várias partes do mundo existem documentos relatando a existência de um Eldorado no interior da Ilha de Santa Cruz. Falam de Atlântida, o continente perdido, matas e rios além-mar. “O caminho do Eldorado era uma teoria renascentista, de origem fenícia, que apoiava a tese de que ouro aflora num grande veio seguindo um largo caminho paralelo ao Equador”.
Durante o período colonial o Brasil era dividido em Capitanias. Elas eram hereditárias no início. Mais tarde passaram a ser administradas por representantes do rei de Portugal. Os administradores das capitanias recebiam o título de conde. Goiás pertencia à Capitania de São Paulo. Quem se aventurasse a formar uma expedição em busca de minas e outras riquezas recebiam o título de Guarda-mor e eram obrigados a entregar “UM QUINTO” de sua produção dos minérios à Fazenda Real.
Bartolomeu Bueno, o Anhanguera (fantasma em Tupy Guarani), chegou às cabeceiras do Tocantins em 1683. Fazia parte da expedição seu filho Bartolomeu Bueno da Silva, com apenas 12 anos de idade. Com a morte do pai, o filho acabou herdando o direito de continuar explorando as minas já demarcadas nas terras dos índios Goiá. Foi assim que organizou uma nova expedição no ano de 1722. Por ter encontrado muitas minas acabou sendo nomeado pelo conde da Capitania de São Paulo como Superintendente das Minas de Goiás. Como Superintendente ele nomeou vários guardas-mores para as diversas minas. Foi assim que nomeou Antônio de Oliveira Costa como guarda-mor das Minas de Meia Ponte.Nas igrejas e nas casas já não se falava mais em páscoa. O tempo era propício às aventuras por terras desconhecidas e pouco tocadas pelos homens. Era uma madrugada fria do outono quando os integrantes da expedição chegaram às portas da residência de Rodrigo César de Menezes, governador e Capitão General da Capitania de São Paulo. A expedição comandada por Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera (filho), contava com mais de uma centena de homens, quarenta cavalos de reservas carregados de mantimentos e muitas armas. Fizeram parte da expedição dois religiosos: o frei Cosme e o frei George.
Bartolomeu Bueno da Silva já conhecia as terras das Minas de Goiás uma vez que ele participou da expedição comandada pelo seu pai Bartolomeu Bueno em 1683, com apenas 12 anos de idade. A partida de São Paulo ocorreu no início do ano de 1722. Com pouco recursos, o chefe da expedição colocou seu genro João Leite Ortz como sócio da aventura que foi totalmente bancada pelos dois, uma vez que o governo não podia financiar essas expedições. Os aventureiros tiveram que evitar parar nas Minas Gerais, em função do acordo firmado entre o governo da Capitania de São Paulo e Minas Gerais com o governo da Capitania do Rio de Janeiro, depois do fim da Guerra dos Emboabas, quando os primeiros exploradores travaram com os paulistas que chegavam em busca de ouro daquela parte da Capitania de São Paulo, uma verdadeira batalha.
A comitiva permaneceu vários meses à procura de vestígios deixados por Bartolomeu Bueno (pai), quarenta anos antes. Ao chegar às margens do Rio Vermelho, deparou-se com algumas roças e pequenas construções deixadas pelo primeiro dos anhangueras. Foram vários anos de muito sofrimento, morte, lutas com os índios e até com bichos selvagens. Conta-se que alguns homens foram comidos por onças famintas. Os desbravadores tiveram que enfrentar enfermidades e muitas mortes causadas por doenças desconhecidas. Três anos depois, o Anhanguera (filho) retornou a São Paulo, levando consigo os mapas das minas de ouro, prata e diamante.
No ano seguinte (1.726) Bartolomeu Bueno da Silva retorna para o sertão. Agora, com mais equipamentos, gente e determinado a fundar povoados e até mesmo ficar, para sempre, nas terras das minas. Teve dificuldade para assumir o cargo de Superintendente das Minas dos Goiases, porque o governador da Capitania de São Paulo não era mais Rodrigo César, mas Caldeira Pimentel. Foi necessária a intervenção direta do rei D. João V, de Portugal, para solucionar a questão. Recebeu o título de Capitão-mor, com direito de nomear os guardas-mores para cada mina de ouro demarcada.
Ao chegar às margens do Rio Vermelho, fundou o arraial de Santana, que mais tarde passou a se chamar Vila Boa. Construiu algumas casas e a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte. As notícias de existência de ouro em diversas partes das Minas dos Goiases motivaram a formação de dezenas de expedições de aventureiros em busca de riquezas nas novas terras. Para cá vieram novos exploradores, negros e índios que viviam no litoral da colônia.
As minas eram exploradas pelos guardas-mores que se comprometiam a pagar 20% (quinta parte) para a Fazenda Real. O serviço de extração do ouro era rudimentar. Para maior produtividades usavam o sistema de aluvião, ou seja, os garimpeiros retiravam o ouro cavando os barrancos dos rios. Essa técnica é profundamente predatória, uma vez que se destroem o ecossistema. Além da agressão à natureza, os exploradores utilizavam mão-de-obra escrava. Quando faltava negro para o trabalho, escravizavam os aborígines. Para fugir, os índios lutavam até ao quase extermínio das tribos. Foi em função dessas lutas que muitas nações indígenas quase foram extintas e algumas delas foram obrigadas a recuar para a Amazônia, deixando seus costumes para trás, uma vez que fizeram mudanças bruscas de seu ecossistema de cerrado para matas fechadas.

Até 1.749, Goyas nada significava como parte administrativa da Colônia. Apenas suas minas eram cobiçadas pelos portugueses. As Minas de Goyas eram governadas de longe pelo governador da Capitania de São Paulo, o que dificultava uma ação mais enérgica no sentido de coibir o contrabando do ouro. As Minas de Goyas eram dirigidas por um superintendente, o qual não dispunha de recursos e quase nenhuma autonomia para tomar as decisões emergenciais. A princípio, o cargo de superintendente foi ocupado por Bartolomeu Bueno, o segundo Anhanguera.
Com o crescimento da população que nos primeiros trinta anos pulou de 10 mil para 60 mil pessoas, não poderia mais ser administrada de longe. Gastava-se meses para um mensageiro sair de São Paulo até chegar às Minas de Goyas. Devido a esta dificuldade que as autoridades portuguesas (Conselho Ultramarino) decidiram criar a Capitania de Goyas. Com ela viria um governador com a mesma autonomia dos governos das demais capitanias.

Governo de D. Marcos José.
(o sexto Conde dos Arcos)
No dia 8 de novembro de 1.749, chega a Vila Boa o primeiro governador da Capitania de Goyas. Ele veio de Pernambuco, onde já havia ocupado o cargo de governador da Capitania de Pernambuco (1.745). Seu governo foi marcado pela repressão ao contrabando de ouro e pelo combate à sonegação dos impostos advindo das dezenas de minas já existentes na região. Era português de nascimento, porém já vivia há vários anos no Brasil. Era descendente de uma família com ramificação no governo português, por isso recebeu o título de Conde. Pela ordem foi o sexto CONDE DOS ARCOS.
Durante os seis anos de seu governo, fez várias viagens às mais distantes minas de ouro, dentre as quais a de Meia Ponte (hoje Pirenópolis) e de São Felix. Manteve a produção sob rígido controle, além de impor uma permanente vigia sob os rios considerados de grandes reservas de ouro. Assinou vários contratos para extração do ouro, dando autonomia aos contratadores para que pudessem impor a ordem entre os garimpeiros e principalmente no sentido de coibir a aproximação dos mineradores clandestinos. Depois de seis anos, deixa o governo da Capitania de Goyaz para assumir o cargo de Vice Rei do Brasil. No seu lugar assumiu o Conde de São Miguel (30 de agosto de 1.755). Governou até 1.759. Sua prioridade foi lutar com os índios, chegando ao quase extermínio das aldeias de Acroás e Tacriabás. Combateu os sonegadores de impostos, e principalmente os contrabandistas de ouro.
O seu ponto negativo foi a total submissão ao Governo Português. Em tudo consultava a corte e, devido à demora para obter as respostas, seu governo chegou ao final sem que nenhuma medida que tivesse marcado sua administração.

Governo de João Manoel de Melo - (1.759-1.770)
Ele criou a forca na Capitania de Goyaz
No início da existência da Capitania de Goyaz, a justiça era ainda rudimentar. Devido à impunidade se matava por banalidade. Juntando a isso, o governo não tinha controle também na sonegação e no contrabando. Era o império da desordem e, o que valia mesmo era a lei do mais forte.
Nesse quadro, assumiu o governo João Manoel de Melo, que promoveu uma devassa na administração anterior. Visitou as principais minas, inclusive as mais distantes como é o caso das Minas de São Félix.
João Manoel de Melo enviou ao rei de Portugal um relatório da precariedade da Capitania de Goyaz. Dentre as autorizações que o novo Governador conseguiu com as autoridades portuguesas, consta a implantação da forca, para barrar a bandidagem que tomava conta da Capitania. Poucos meses depois de instaurada a pena capital, com dezenas de réus condenados a morte, várias sentenças foram executadas. Com isso, a criminalidade foi praticamente banida da Capitania e a ordem restabelecida, mesmo porque além dos criminosos, outros contraventores foram executados.
Para comandar a devassa nas contas do Governo anterior, veio, em julho de 1.762, do Rio de Janeiro, o Desembargador Manoel da Fonseca Brandão. Várias autoridades e altos funcionários foram presos, inclusive o Ouvidor Geral da Capitania e o Contratador das Entradas, João Alves Vieira. Também foram presos todos os tesoureiros que haviam servido o Governo da Capitania. Muitos dos presos foram enviados para o Presídio do Limoeiro, em Lisboa.
O Governo de João Manoel de Melo foi rico em expedições para várias partes do Território da Capitania. Essas expedições tinham por meta a procura de novas minas de ouro e reconhecimentos de terras, bem como a pacificação de várias nações indígenas. No seu Governo, socorreu a Capitania de Mato Grosso, enviando 200 homens para defender aquele governo.
Durante os onze anos em que governou a capitania de Goyaz, João Manoel de Melo, deu ênfase ao processo de consolidação do sistema administrativo da Capitania e ajudou na infra-estrutura de Vila Boa, principalmente na edificação de prédios públicos e na urbanização da Capital. João Manoel de Melo priorizou também a educação, dando os primeiros passos na abertura de escolas de alfabetização, notadamente aos filhos dos trabalhadores das minas. Foi de fato o primeiro governo a impor a ordem no território e dominando todos os setores da sociedade com sua mão de ferro. Devido ao seu exemplo de austeridade a administração, a Capitania passou a ser respeitada e com isso a arrecadação cresceu muito.

História de Goiânia

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Encravada nas montanhas e construída em solo rochoso, a cidade de Goiás, Capital do Estado, tinha de encanto o casario colonial, cujos quintais terminavam em córregos de água fresca. Nos salões da oligarquia, herdeira da riqueza criada pela exploração do ouro, falava-se tanto o francês quanto o português, as igrejas construídas por escravos ostentavam imagens barrocas pintadas a ouro, obra do escultor Veiga Valle. Mas o luxo dos livros e das sedas importadas convivia com a desesperança de uma cidade onde, nas primeiras décadas deste século, já não se construía mais do que uma casa por ano, e nas noites de luar, o lirismo das serenatas era pontuado pelos gemidos da febre, provocada pelo esgoto a céu aberto.

Já em 1.830, o Marechal de Campo Miguel Lino de Morais, segundo Presidente de Província de Goiás no Império, lançou em primeira mão, a idéia da mudança da capital goiana. Imaginou-a no norte, nas proximidades de Água Quente, consoante noticia o historiador Americano do Brasil, acrescentando que a opinião não agradou ao espírito da população da cidade. O argumento contrário à primeira vista, pareceu decisivo. Como poderia um Estado pobre, supremamente pobre, um governo sempre endividado, permitir se o luxo de construir uma nova capital? Deste ponto de vista, a construção de Goiânia podia ser qualificada de "loucura", de "catástrofe para a economia goiana", ou, simplesmente, de "ato de prepotência".

A idéia de mudança reapareceu em 1.863, prestigiada agora pelo gênio de Couto Magalhães, misto admirável de guerreiro e administrador, que a expôs em seu livro "Primeira Viagem ao Rio Araguaia". São palavras suas: "Temos decaído desde que a Indústria do ouro desapareceu. Ora, a situação de Goiás era aurífera. Hoje, porém, que está demonstrado que a criação de gado e agricultura valem mais do que quanta mina de ouro há. Continuar a capital aqui, é condenar-nos a morrer de inanição, assim como morreu a indústria que indicou a escolha deste lugar ".

Depois dele foram legisladores goianos que sustentaram, por algum tempo, acesa essa idéia. A constituição do Estado de 1.891, inclusive sua reforma de 1.898, e a de 1.918 previam taxativamente a transferência da sede do governo, havendo disposto esta última, em seu artigo 5º: "A cidade de Goiás continuará a ser a capital do estado, enquanto outra coisa não deliberar o Congresso".

SURGE O REALIZADOR

A revolução de 30 deu um idealista da mesma têmpera de Couto Magalhães a Goiás. A 22 de novembro desse ano assumiu o Governo do Estado, como interventor Federal, o médico Pedro Ludovico Teixeira. Quem era esse Homem ? Nasceu na virada do século, em 1.891, na cidade de Goiás. No Rio de Janeiro onde se formou em Medicina, tornou-se amigo de Lima Barreto e de Olavo Bilac e defendeu tese sobre a histeria, numa época em que todas as teorias de Freud eram completa novidade. De volta a Goiás, instalou sua clínica em Rio Verde, mas achava a vida monótona e caiu em melancolia. As viagens ao Rio combatiam o tédio, que ele venceu ao descobrir dois amores da vida inteira: a política e Dona Gercina Borges, com quem se casou.

Governou o estado em cinco períodos, como Interventor ou Governador eleito duas vezes. O construtor de Goiânia lutou pela construção de Brasília, defendeu as reformas sociais e o voto dos analfabetos. Foi Senador eleito em três mandatos, o último interrompido com a cassação de seus direitos políticos, em 1.968. Continuou ativo, lutando pela redemocratização do País. Pedro Ludovico faleceu em 1979.

DOAÇÃO DE TERRAS

O Tabelião de Campinas, Manuel Aranha dos Reis, registra em linguagem gongórica o gesto generoso do fazendeiro Andrelino de Morais, que doou cinqüenta alqueires de suas terras para a construção da cidade. Maria de Lourdes, filha de Andrelino, não participou da cerimônia. Com um grupo de amigas, ela percorria os barracões de madeira a procura de crianças, que ia matriculando para a futura escola que o pai já estava construindo na Vila Nova: a primeira escola da nova capital, mobiliada com carteiras importadas de São Paulo. Enquanto isso nas margens do Botafogo, Dona Maruca caprichava no tempero da comida. A pensão de Maruca era preferida dos funcionários graduados, freqüentada especialmente pelos engenheiros Abelardo e Jerônimo Coimbra Bueno, responsáveis técnicos pela construção .

Os operários, vindos de Minas, São Paulo e dos estados nordestinos, sonhavam construir um mundo novo, enquanto sentavam tijolos e levantavam o madeiramento dos telhados.A desilusão de Maria de Lourdes se fez mais rápido: seu nome não constou na lista de Professores nomeados para a nova escola.

PLANEJAMENTO DA CIDADE

O interventor, na seqüência natural das diversas fases da iniciativa, continuava a tomar providências a respeito da edificação da cidade. A 6 de julho baixou um decreto encarregando o urbanista Atílio Corrêia Lima, representante da firma carioca P. Antunes Ribeiro e Cia, da elaboração do projeto, mediante o pagamento de Cr$ 55.000,00. Formado na Suíça e na França, de onde acabara de voltar, o urbanista Armando de Godoi assina em 1.935 o plano diretor da nova capital, Um projeto estilo monumental, baseado nos mesmos princípios adotados em Versailles, Kalrsruhe e Washington. O plano tinha como referência o projeto original da cidade, idealizado em 1.933, por outro urbanista, Atílio Corrêia Lima, também autor do projeto de prédios importantes, como o Palácio das Esmeraldas. Foi um grande falatório: desvario dos modernistas planejar uma cidade para 15 mil habitantes, quando a antiga capital, dois séculos depois de fundada, contava com apenas 9 mil moradores. Topografia, zoneamento e sistema de tráfego são os aspectos que norteiam o arrojado projeto. Destaque para a Praça Cívica, sede do Centro Administrativo, de onde se irradiam as grandes avenidas. No dia 24 de outubro de 1.933 é lançada a pedra fundamental.

ASPECTOS FÍSICOS DE GOIÂNIA:

Situado na Mesoregião centro goiano e na Microregião de Goiânia, com área de 743 quilômetros quadrados, o município é limitado ao norte pelos municípios de Nerópolis e Goianápolis; ao sul pelo de Aparecida de Goiânia e Aragoiânia; a leste pelo de Bela Vista de Goiás e Senador Canedo; a Oeste, pelos de Trindade, Abadia de Goiás e Goianira.

Situado em região de topografia quase plana, o território surge como degrau de acesso às terras mais elevadas do Brasil Central. O rio Meia Ponte e seus afluentes, entre os quais se destaca o ribeirão João Leite, constituem a rede hidrográfica de Goiânia. Clima mesotérmico e úmido. Temperatura média anual de 21,9° C, devido a influência de altitude. Temperaturas mais baixas ocorrem de maio a agosto, 18,8° a 21.0 C°, meses em que a média das mínimas oscila de 9,8° C a 12,9° C.

Goiânia completou em 24 outubro de 2006, 73 anos, não da sua inauguração, que foi em 20 de novembro de 1.935, mas do lançamento de sua pedra fundamental, que foi em 24 de outubro de 1.933, idealizada por Pedro Ludovico Teixeira.

Planejada para 50 mil habitantes, Goiânia tem hoje uma população de 1.083.396 habitantes, de acordo com os dados do IBGE, com base no Censo realizado em 2000.

BATISMO CULTURAL

O representante o Estado do Piauí viajou 45 dias para aqui chegar. E não se arrependeu. A cidade, que tinha perto de dez mil habitantes recebeu oito mil visitantes para as comemorações do Batismo Cultural, espécie de apresentação de Goiânia ao Brasil. Getúlio Vargas deu força, influindo para que aqui se realizasse o 8º congresso Brasileiro de Educação e a Assembléia Geral dos Conselhos do IBGE. Foram dias de discussões febris e excitantes, com destaque para o lançamento da revista Oeste, que reunia a intelectualidade. Seiscentos visitantes estrangeiros participaram das comemorações. No dia 5 de julho de 1.942 a população despertou com o toque de alvorada, fogos de artifício cortavam os céus da cidade. E, fato inesquecível, inaugurou-se o Teatro Goiânia. No palco, a atriz Eva Todor, interpretando Deus lhe pague. Foi também no Teatro que Pedro Ludovico entregou a chave simbólica da cidade ao Prefeito Venerando de Freitas Borges.
Eram 52 moças, que sempre se apresentavam em trajes de gala. Foram assunto de reportagem da revista "O Cruzeiro" em 1.960. Não era para menos, afinal nasceu em Goiânia a segunda orquestra exclusivamente feminina do mundo. A idéia foi da então professora, hoje pianista internacional, Belkis Spenciéri. Muito aplaudidas, as moças tocaram para Juscelino Kubistscheck, em Minas Gerais. Mas, apesar do entusiasmo, o sonho acabou em três anos. Namorados e maridos ficaram enciumados. Feminismo à parte, a pianista Belkiss, que não é de desistência, reconhece que o repertório era pequeno e nenhum grande talento se destacou. Pioneiras do show biz, elas impressionavam pelo visual.

GOIÂNIA, EIS O NOME

Precisava dar-se nome à Nova Capital. Em outubro de 1.933, o semanário "O Social", havia instituído um curioso concurso a respeito. Leitores de todo o Estado contribuíram, sendo interessante relembrar os nomes mais votados. Eis alguns: Petrônia, Americana, Petrolândia, Goianópolis, Goiânia, Bartolomeu Bueno, Campanha, Eldorado, Anhanguera, Liberdade, Goianésia, Patria Nova, entre outros.

Ninguém todavia, sabia como ia chamar-se a cidade. Só em 2 de agosto de 1.935, Pedro Ludovico Teixeira usou, pela primeira vez, o nome Goiânia, que envolvia Campinas, Hidrolândia e parte dos territórios de Anápolis, Bela Vista e Trindade. O nome de Goiânia é de autoria do Professor Alfredo de Castro.

Os limites geográficos hoje dificilmente podem ser identificados, pois está praticamente emendada com as cidades circunvizinhas, ou de entorno, formando a chamada Grande Goiânia.

HINO DE GOIÂNIA

Música de : João Luciano Curado Fleury
Letra de : Anatole Ramos

Vinde ver a cidade pungente
Que plantaram em pleno sertão
Vinde ver este trono gigante



Construída com esforço de heróis
É um hino ao trabalho e a cultura
E seu brilho, qual luz de mil sóis
Se projeta na vida futura



Capital de Goiás foi eleita
Desde o Berço em que um dia nasce
Pela gente goiana foi feita
Com um povo adotado cresce

Estribilho:

Vinde Ver a Goiânia de agora
A cumprir seu glorioso destino
Brasileiros e gente de fora,
E cantai, vós também, o seu hino.

domingo, 22 de abril de 2007

Propriedades Terapêuticas da Linhaça

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PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DA LINHAÇA.
Nos últimos anos tem-se publicado uma grande quantidade de informação sobre os efeitos curativos da semente de linhaça moída. Os investigadores do INSTITUTO CIENTÍFICO PARA ESTUDO DA LINHAÇA DO CANADÁ e dos Estados Unidos, têm enfocado sua atenção no rol desta semente na prevenção e cura de numerosas doenças degenerativas. As investigações e a experiência clínica têm demonstrado que o consumo em forma regular de semente de linhaça, previne ou cura as seguintes doenças :
CÂNCER: de mama, de próstata, de cólon, de pulmão, etc., etc. A semente de linhaça contém 27 componentes anti-cancerígenos , um deles é; a LIGNINA. A semente de linhaça contém 100 vezes mais Lignina que os melhores grãos integrais. Nenhum outro vegetal conhecido até agora iguala essas propriedades. Protege e evita a formação de tumores. Só no câncer se recomenda combinar semente de linhaça moída com queijo cottage baixo em calorias.

BAIXA DE PESO: A linhaça moída é excelente para baixa de peso, pois elimina o colesterol em forma rápida. Ajuda a controlar a obesidade e a sensação desnecessária de apetite, por conter grandes quantidades de fibra dietética, tem cinco vezes mais fibra que a aveia. Se você deseja baixar de peso, tome uma colher a mais pelas tardes.
SISTEMA DIGESTIVO: Prevêem ou cura o câncer de cólon. Ideal para artrite, prisão de ventre, acidez estomacal. Lubrifica e regenera a flora intestinal. Expulsão de gases gástricos. É um laxante por excelência. Previne os divertículos nas paredes do intestino. Elimina toxinas e contaminadores. A linhaça contém em grandes quantidades dos dois tipos de fibras dietéticas solúvel e insolúvel. Contém mais fibra que a maioria dos grãos.
SISTEMA NERVOSO: É um tratamento para a > pressão. As pessoas que consomem linhaça sentem uma grande diminuição da tensão nervosa e uma sensação de calma. Ideal para pessoas que trabalham sob pressão. Melhora as funções mentais dos anciãos, melhora os problemas de conduta (esquizofrenia). A linhaça é uma dose de energia para teu cérebro, porque contém os nutrientes que reduzem mais urotransmisores (reanimações naturais) .

SISTEMA IMUNOLÓGICO: A linhaça alivia alergias, é efetiva para o LUPUS. A semente de linhaça por conter os azeites essenciais Omega 3, 6, 9 e um grande conteúdo de nutrientes que requeremos constantemente, faz com que nosso organismo fique menos doente, por oferecer uma grande resistência às doenças. Contém grandes quantidades de rejuvenescedor, pois retém o envelhecimento. A linhaça é útil para o tratamento da anemia.

SISTEMA CARDIOVASCULAR: É ideal para tratar a arteriosclerose, elimina o colesterol aderido nas artérias, esclerose múltipla, trombose coronária, alta pressão arterial , arritmia cardíaca, incrementa as plaquetas na prevenção da formação de coágulos sanguíneos. É excelente para regular o colesterol ruim . O uso regular de linhaça diminui o risco de padecer de doenças cardiovasculares. Uma das características ÚNICAS da linhaça é que contém uma substância chamada taglandina, a qual regula a pressão do sangue e a função arterial e exerce um importante papel no metabolismo de cálcio e energia. O Dr. J H. Vane, ganhou o prêmio Nobel de medicina em 1962 por descobrir o metabolismo dos azeites essenciais Omega 3 e 6 na prevenção de problemas cardíacos.

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS: O consumo de linhaça diminui as condições inflamatórias de todo tipo. Refere-se a todas aquelas doenças terminadas em "TITE", tais como: gastrite, hepatite , artrite, colite, amidalite, meningite , etc.

RETENÇÃO DE LÍQUIDOS: O consumo regular de linhaça ajuda aos rins a excretar água e sódio. A retenção de água (Edema) acompanha sempre a inflamação de tornozelos, alguma forma de obesidade, síndrome pré-menstrual, todas as etapas do câncer e as doenças cardiovasculares.

CONDIÇÕES DA PELE E CABELO: Com o consumo regular de sementes de linhaça você notará como sua pele volta-se mais suave . É útil para a pele seca e pele sensível aos raios do sol. É ideal para problemas na pele, tais como: psoríase e eczema . Recomenda-se também como máscara facial para uma limpeza profunda do cútis. Ajuda na eliminação do pano branco, manchas, acne, espinhas, etc. É excelente para a calvície . Também é útil no tratamento da caspa . Use-a como geléia para fixar e NUTRIR teu cabelo. Não use vaselinas que danificam teu coro cabeludo e teu cabelo.

DIABETE: O consumo regular de linhaça favorece o controle dos níveis de açúcar no sangue. Esta é uma excelente notícia para os insulino-dependentes.

VITALIDADE FÍSICA: Um dos mais notáveis indicativos de melhora devido ao consumo de linhaça é o incremento progressivo na vitalidade e na energia. A linhaça aumenta o coeficiente metabólico e a eficácia na produção de energia celular . Os músculos se recuperam da fadiga do exercício.

MODO DE USAR: Duas colheres de sopa por dia, batidas no liquidificador, se mistura em um copo de suco de fruta, ou sobre a fruta, ou com a aveia, ou iogurte no café da manhã ou no almoço. Podem tomar pessoas de todas as idades (crianças, adolescentes e anciãos). Inclusive mulheres grávidas .